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 DIREI TUDO Não me excita esse tal Direito Estar direito, Estado Direito. E “endireito” o que torto me parece estar. Não me comove essa tal Justiça E essa fingida cegueira para receber Benefício previdente, Enquanto o Justo operário atiça As brasas do caldeirão fumegante Que ao entornar lhe arrancará A pele sem o devido fator de proteção. Solar? É só lá nos recônditos da imaginação Que meu gozo mora, Bem lá onde as palavras dançam E num abraço ébrio criam Para mim uma canção como aquelas Ouvidas na Via-Láctea. Foi lá que vi a Láctea seiva da Indignação ser fermentada para Mais tarde sorve-la junto a Um forte chocolate amargo. Amarga-me a boca. Amarga ver que nada está direito. ERIKA JANE RIBEIRO - AO COPIAR MENCIONE A FONTE! 
Escrito por erika_poeta às 14h03
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Mais uma de Florbela Espanca. Assim como os cheiros, sons e imagens, as palavras nos trazem lembranças tontas de momentos valiosos; esse poema leva-me a uma época maravilhosa de minha vida. Um momento de descobertas, encontros, escolhas difíceis, tomadas de decisões inimagináveis... Ao lê-lo, saltam em meus olhos pessoas que marcaram a minha história: Joseane, Renata, Isaura, Raquel,Michel, Cassandra, Cinthia, Carlos, Maurício, Jô, Val, Jacy...tantos outros,as manguiras da FFPP, os violões...e nós! EU QUERO AMAR PERDIDAMENTE Eu quero amar, amar perdidamente! Amar só por amar: Aqui... além... Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente... Amar! Amar! E não amar ninguém! Recordar? Esquecer? Indiferente! Prender ou desprender? É mal? É bem? Quem disser que se pode amar alguém Durante a vida inteira é porque mente! Há uma primavera em cada vida: É preciso cantá-la assim florida, Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada Que seja a minha noite uma alvorada, Que me saiba perder ... pra me encontrar... Florbela Espanca
Escrito por erika_poeta às 13h52
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