|
|
| |
Gostaria de compartilhar com vocês a grandiosidade da obra de uma mulher que ousou transpor as barreiras do seu tempo através da magia e força que emana da poesia: FLORBELA ESPANCA.
ANSEIOS
À minha Júlia Meu doido coração aonde vais, No teu imenso anseio de liberdade? Toma cautela com a realidade; Meu pobre coração olha cais! Deixa-te estar quietinho! Não amais A doce quietação da soledade? Tuas lindas quimeras irreais Não valem o prazer duma saudade! Tu chamas ao meu seio, negra prisão!… Ai, vê lá bem, ó doido coração, Não te deslumbre o brilho do luar! Não ´stendas tuas asas para o longe… Deixa-te estar quietinho, triste monge, Na paz da tua cela, a soluçar!… FLORBELA ESPANCA (Flor d’Alma da Conceição Espanca.) 
Escrito por erika_poeta às 00h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
|
|
| |

POEMINHA ANÔNIMO
Quis voar por céus ainda intocados, mas na manhã passada, enquanto dormia, cortaram-me as asas. Quis então acalentar-me em manso ninho, curar as chagas gotejantes, mas um punhal em ferrugem varou-me o peito... Restavam-me as noites (não ousariam roubá-las de mim), os braços tenros da escuridão, o piscar de olhos de cada estrela... Restavam-me ainda lembranças luminosas de tantos vagalumes, vozes de fantasmas companheiros, cheiros...sons... Isso, jamais arrancarão de mim, desses frangalhos que ainda restaram... ERIKA JANE RIBEIRO - AO COPIAR MENCIONE A FONTE. PLÁGIO É CRIME!
Escrito por erika_poeta às 00h23
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
| |
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|