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14 DE MARÇO DIA NACIONAL DA POESIA.

O Laço de Fita
Não sabes, criança? ´stou louco de amores...Prendi meus afectos, formosa Pepita.Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!Não rias, prendi-meNum laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,Nos negros cabelos da moça bonita,Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,Formoso enroscava-seO laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes da festa,Qual pássaro bravo, que os ares agita,Eu vi de repente cativo, submissoRolar prisioneiroNum laço de fita.
E agora enleada na ténue cadeiaDebalde minh'alma se embate, se irrita...O braço, que rompe cadeias de ferro,Não quebra teus elos,Ó laço de fita!
Meu Deus! As falenas têm asas de opala,Os astros se libram na plaga infinita.Os anjos repousam nas penas brilhantes...Mas tu... tens por asasUm laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,Na valsa que anseia, que estua e palpita.Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...Beijava-te apenas...Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornosN'alcova onde a vela ciosa... crepita,Talvez da cadeia libertes as trançasMas eu... fico presoNo laço de fita.
Pois bem!... Quando um dia na sombra do valeAbrirem-me a cova... formosa PepitalAo menos arranca meus louros da fronte,E dá-me por c'roa...Teu laço de fita.
Castro Alves nasceu em 14 de Março de 1847, na vila de Curralinho, Bahia.Em 1862 escreveu o poema "A Destruição de Jerusalém", em 1863 "Pesadelo", "Meu Segredo", já inspirado pela actriz Eugénia Câmara, "Cansaço", "Noite de Amor", "A Canção do Africano" e outros.
"A poesia", dizia, "é um sacerdócio — seu Deus, o belo — seu tributário, o Poeta." O Poeta derramando sempre uma lágrima sobre as dores do mundo. "É que", acrescentava, "para chorar as dores pequenas, Deus criou a afeiçãochorar a humanidade — a poesia."
Escrito por erika_poeta às 15h04
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Vamos prosear... Abrindo um espaço nesse cantinho poético trago-lhes o artigo de opinião MEDALHA DE PRATA da I Olimpíada da Língua Portuguesa, produzido por meu aluno JOSÉ ELLYS,(um exemplo a ser seguido!) para mostrar-lhes O PODER QUE A PALAVRA TEM! Transposiçao: razao ou emoçao?
Aluno: José Ellys Evangelista Silva de Andrade Estamos vivendo um processo de crescimento satisfatório para a economiaregional e nacional. Um desses processos envolve a única fonte de vida demilhões de nordestinos, especialmente os petrolinenses: o rio São Francisco.Uma beleza indecifrável pelos poetas e cantores que idolatram a perfeição,a cultura e a saga dessa maravilha natural manifestada nos cordéis e nasobras musicais. Transposição, uma palavra, motivo de muitos calafrios entre a população ribeirinha, que ecoa de forma diferente no ouvido daqueles que anseiam por uma nova expectativa de vida. Para alguns o fim; já para outros, a salvação. E é essa duplicidade de significados que confunde a cabeça de uma parcela da sociedade brasileira, que se divide entre discordar e concordar com essa obra. A realidade é a seguinte: a transposição é necessária, porém inadequada devido à falta de cuidados dos próprios ribeirinhos; talvez se o rio não se encontrasse tão degradado, esse problema já estaria resolvido sem revoltas, greves de fome e falta de consciência por ambas as partes, tanto dos contra quanto dos favoráveis a essa obra polêmica que enfoca uma disputa entre a razão – defendida pelas famílias que buscam melhorias ao adquirir água potável – e a emoção de quem busca a proteção contra qualquer tipo de obra que não seja de revitalização. Meses atrás foi possível acompanhar pela imprensa a luta do bispo Dom Luís Cappio, que enfrentou dias de greve de fome, recebendo o apoio dos esquerdistas contrários à obra. Estes consideraram a greve como um grande ato heróico; para outros foi um tremendo exagero inútil, pois governo nenhum desconsideraria um investimento milionário por apenas um indivíduo revoltado que resolveu agir. Pode até ser estranho, querido leitor, mas eu, como um cidadão ribeirinho, sou a favor dessa obra. Defendo o lado da razão, isso porque já vi de perto o quanto é penosa a vida de quem anda quilômetros para ter em casa a água para fazer o café da família. Viajo pelo interior do meu município e tenho convicção do que digo: a transposição é um meio de melhorar vidas. Já no que se refere à destruição do rio, penso que deverão ser elaboradas metas de prevenção e revitalização, desbancando assim o comodismo das pessoas. O pensamento dos “antitransposição” é ter o rio, quando o necessário é mantê-lo vivo, pensar na ação de hoje e não na possível conseqüência de anos à frente. Por isso apóio a transposição desde que haja revitalização, pois o Nordeste vai melhorar com essa obra. Não é dúvida, é certeza.
Professora responsável: Erika Jane Ribeiro
Escrito por erika_poeta às 19h23
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UMBUZEIRO É VIDA Tem suas origens no agreste Caatinga e cariris A árvores que “dá de beber” Na língua tupi guarani. É o potente umbuzeiro De mil e uma aptidão Suas túberas armazenam água Por mais árido que seja o chão. Sua copa arredondada Tem muita sombra pra dar Ao vaqueiro, ao viajante A quem quiser repousar. Vocês precisam ver Na época da floração Por serem flores melíferas Chega até dar confusão. São várias espécies de abelhas, Enxames em mutirão. O fruto? Ah, esta drupa gostosa De incomparável sabor, Que satisfaz do menino Ao refinado doutor E através dela, nosso querido sertão Até à França chegou. FÁTIMA RIBEIRO (Minha mãe!) 
Escrito por erika_poeta às 13h42
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Caros visitantes, compartilho com vocês o que há de mais belo e completo nessa nossa existência rápida: A magia das palavras! Ninguém melhor que Manuel Bandeira para "dizer" a vida que há nas palavras. 
Belo Belo I MANUEL BANDEIRA
Belo belo belo, Tenho tudo quanto quero. Tenho o fogo de constelações extintas há milênios. E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes. A aurora apaga-se, E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora. O dia vem, e dia adentro Continuo a possuir o segredo grande da noite. Belo belo belo, Tenho tudo quanto quero. Não quero o êxtase nem os tormentos. Não quero o que a terra só dá com trabalho. As dádivas dos anjos são inaproveitáveis: Os anjos não compreendem os homens. Não quero amar, Não quero ser amado. Não quero combater, Não quero ser soldado.
— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.
Escrito por erika_poeta às 01h22
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“TRANSPORTAMOS MUDANÇAS” Mudo como mudam as flores, Tal qual silenciam os homens, Ou como quem gesticula atos. Mudo como mudam as luas, Como amordaçam as vozes, Semelhante a quem finge toques. Mudo! Troco posições, Reformo desejos; arranco-lhes uma gotinha Extra de insanidade. Mudo! Alugo sorrisos, Troco espera tola por amargos desenganos. E mudo! Silencio o pranto; Decepo a língua de uma saudadezinha qualquer. E calo! Enrijeço perpetuamente corações. Mudo? Será que também ensurdeço, ou permaneço aqui Por mais uma temporada?
ERIKA RIBEIRO - Pode copiar, mas MENCIONE A AUTORIA. 
Escrito por erika_poeta às 00h27
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 NORDESTE DE LUTA (Cordel – Fátima Ribeiro) Nordeste terra querida De pessoas de valor Berço de mulher guerreira E homem forte, lutador. O sistema em nosso país Muitas vezes é cruel, Pois ainda querem aplicar As leis de coronel. Desigualdade social Calúnia e difamação Foram alguns do motivo Que fez nascer Lampião. Lampião e Conselheiro Apenas queriam mudar Acabar com as injustiças, Uma sociedade igualitária formar, Mas governantes da época levaram Seus ideais a outro rumo tomar. Aos seguidores de Conselheiro E ao bando de Lampião Quero prestar homenagem pela determinação Saudar todos heróis que viveram aqui no Sertão. ( Cordel escrito por minha mãe, FÁTIMA RIBEIRO, grande figura!!) 
Escrito por erika_poeta às 00h12
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Música... alimento da alma,combustível da vida, travesseiro dos sonhos... No dicionário Aurélio :"Arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido." Na grande mídia, o que ouvimos com o pseudônimo de música, tá longe de ser agradável aos ouvidos como sabiamente definiu Aurélio Buarque de Holanda em seu dicionário.(Salvo exceções!) E em matéria de exceções, são muitas as MÚSICAS, mas infelizmente pouco ouvidas pelo grande público.Eis aqui uma das milhares que temos. Música! Isso é música sim senhor! E para você, o que é a música? FadasLuiz MelodiaComposição: Luiz Melodia Devo de ir, fadas Inseto voa em cego sem direção Eu bem te vi, nada Ou fada borboleta, ou fada canção
As ilusões fartas A fada com varinha virei condão Rabo de pipa, olho de vidro Pra suportar uma costela de Adão
Um toque de sonhar sozinho Te leva a qualquer direção De flauta, remo ou moinho De passo a passo passo...
http://www.youtube.com/watch?v=QKuXIjNNhHU&eurl=http://letras.terra.com.br/luiz-melodia/47112/
Escrito por erika_poeta às 22h50
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ÚLTIMOS EXEMPLARES DE NOITES E VAGALUMES. COMPRE JÁ O SEU!
EM BREVE NOVO LIVRO.
Escrito por erika_poeta às 23h52
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NOSSA UTOPIA
(Aos 100 anos da resistência de Canudos)
Cânticos que soam dos cantos de
Um lago sacrificador de vidas,
Ainda é o eco que repete os gemidos
E gritos de súplicas pelas terras de ninguém.
Nos confins das águas renasce a história viva
De um povo massacrado,
Ressurge com ela os ideais de luta
Pela própria vida que deles fora arrancada,
Luta pela liberdade.
Ainda é tempo de batalha sem canhões,
Fuzis ou carabinas,
Mas sim com a força do sertanejo e
A fé que emana dos olhos que brilham.
Dos cantos escuros
Onde perpetuaram a morte escondendo-a
Nos escombros e ribanceiras,
A vida é recriada pela própria natureza
Que teima em procriar o verde acinzentado dos cactos.
Das águas encantadas emerge segura e viva
A utopia da libertação, qual canto de pássaros;
É a voz de um povo que não pôde gritar
Pela paz, a igualdade,
A vida sem escravidão,
Mas que hoje é ouvida pelos cantos
Em forma de cânticos.
ERIKA JANE DO LIVRO NOITES E VAGALUMES - ADQUIRA O SEU- ÚLTIMOS EXEMPLARES.
Escrito por erika_poeta às 18h33
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 *Vejam como é o destino...Esse poema foi escrito em 2004, e agora não é que o Fantasminha sumiu mesmo? SUMIÇO DO FANTASMA
Faltou-me teu cheiro insuportável de fumaça, Teu riso estranho qual soluço de cachaça. Faltou-me tua voz a perturbar meu sono, Tuas perguntas descabidas, E tuas repostas mais desmandadas que cão sem dono. Faltou-me teu humor sarcástico, Seu poder de transformar o simples em complexamente fantástico. É... Faltou você! Faltou-me teu telefone a ouvir meus planos, E tua voz fingidamente séria retrucar-me , A alertar-me os danos... Na verdade, faltou-me toda tua insignificância De alma penada, Que apimenta meus dias e noites sem graça, Sem alma, sem nada. Erika Jane - Do livro NOITES E VAGALUMES- Compre já o seu.
Escrito por erika_poeta às 18h11
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Queres saber como estou me sentindo hoje? Cesário Verde falará por mim... Não que eu não saiba mais soltar meus versos, dizer minhas dores...mas diante da grandeza, calo.
"Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos: Tanta depravação nos usos, nos costumes! Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes E os ângulos agudos."
Cesário Verde - Contrariedades
Escrito por erika_poeta às 00h13
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Depois de muito tempo distante do prazer que a poesia pode me dar,cansada de tanto correr atrás de sonhos que voam, aqui estou para dar um pouco de vida a esse nosso cantinho já repleto de teias de aranha. E para recomeçar trago um poema que muito me toca, talvez por semelhanças ou diferenças...
Joaquina Maluca _ Jorge de Lima
Joaquina Maluca, você ficou lesa não sei por que foi! Você tem um resto de graça menina, na boca, nos peitos, não sei onde é ...
Joaquina Maluca, você ficou lesa, não é? Talvez pra não ver o que o mundo lhe faz. Você ficou lesa, não foi? Talvez pra não ver o que o mundo lhe fez. Joaquina Maluca, você foi bonita, não foi? Você tem um resto de graça menina não sei onde é...
Tão suja de vício, não sabe o que o foi. Tão lesa, tão pura, tão limpa de culpa, nem sabe o que é!
Escrito por erika_poeta às 22h41
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ALÉM DE POEMAS...OUTROS RABISCOS...

Chronos
Depois de voados os anos é que descobri porque meus aniversários são tão frios, por tantas vezes, úmidos. Não fora aquela mesma descoberta feita quando encontramo-nos, eu e os livros de ciências, quando me foram apresentadas as estações do ano. Por tempos acreditei ser culpa do tal inverno, aquele frio que me congelava.Passei a detestar bodas e temer invernos... Os anos seguiram-se e alargado o meu alcance perceptivo vi que não se tratava de temperatura, era outro o frio que acompanhava o "meu dia”;um frio tão intenso e persistente, por vezes estrangulador, que a cada data agigantava-se, rompia limites de quaisquer termômetros... Eis que hoje, dias antes da tão temida data que o tempo arrasta com velocidade descomunal, contemplando o poente e testando a resistência de minha pele, chego à resposta. Agora sei o porquê dos frios - pobre meteorologia que nada explica! O tal frio, caro leitor, é do coração que todos os anos sente falta de uma parte importante. E para não ser exceção neste contexto de regras mortas, parece-me ser este um dos mais rigorosos invernos em minha vida.
Erika Jane Ribeiro (AO COPIAR MENCIONE A FONTE!)
Uauá,05/07/08. Noite fria ao lado de Piculico.
Escrito por erika_poeta às 21h45
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COPIE E COLE NO SEU NAVEGADOR. DELEITE-SE!
http://br.youtube.com/watch?v=iiaicWNCrqA
Escrito por erika_poeta às 01h03
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CORRIDA
Não quero que me alcances óh carrasco perverso, que atira em meu rosto o barro marcado que não permite retoque, nem mísero reboco! Não permito que regoje-se com a inquietude de minh'alma acuada! Deixas de crueldade! Já não bastam os números que lanças à minha história, sem ao menos questionar-me se os quero? Deixa-me aqui tempo cruel... Para que me persegues? Deixa-me a solta, leve como essa lua mansa que vagueia sob meu teto vazio... Deixa que eu escolha meus dias... Eu saberei melhor que tu, a hora de alterar os números do calendário. Mas, o tempo, gladiador do meu riso, já não me dá tempo... já não há mais tempo. E o relógio, seu cúmplice fiel, anuncia, então,a chegada do tal dia.
ERIKA JANE. ÀS 00:02 DE 11/07/08 NA COMPANHIA VIRTUAL DE MINHA AMIGA GRACIELE
Escrito por erika_poeta às 00h10
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