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NOITES E VAGALUMES - o livro. Últimos exemplares! Compre o seu! Vendas pela internet : erikabrit@hotmail.com
Escrito por erika_poeta às 20h27
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 DIREI TUDO Não me excita esse tal Direito Estar direito, Estado Direito. E “endireito” o que torto me parece estar. Não me comove essa tal Justiça E essa fingida cegueira para receber Benefício previdente, Enquanto o Justo operário atiça As brasas do caldeirão fumegante Que ao entornar lhe arrancará A pele sem o devido fator de proteção. Solar? É só lá nos recônditos da imaginação Que meu gozo mora, Bem lá onde as palavras dançam E num abraço ébrio criam Para mim uma canção como aquelas Ouvidas na Via-Láctea. Foi lá que vi a Láctea seiva da Indignação ser fermentada para Mais tarde sorve-la junto a Um forte chocolate amargo. Amarga-me a boca. Amarga ver que nada está direito. ERIKA JANE RIBEIRO - AO COPIAR MENCIONE A FONTE! 
Escrito por erika_poeta às 14h03
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Mais uma de Florbela Espanca. Assim como os cheiros, sons e imagens, as palavras nos trazem lembranças tontas de momentos valiosos; esse poema leva-me a uma época maravilhosa de minha vida. Um momento de descobertas, encontros, escolhas difíceis, tomadas de decisões inimagináveis... Ao lê-lo, saltam em meus olhos pessoas que marcaram a minha história: Joseane, Renata, Isaura, Raquel,Michel, Cassandra, Cinthia, Carlos, Maurício, Jô, Val, Jacy...tantos outros,as manguiras da FFPP, os violões...e nós! EU QUERO AMAR PERDIDAMENTE Eu quero amar, amar perdidamente! Amar só por amar: Aqui... além... Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente... Amar! Amar! E não amar ninguém! Recordar? Esquecer? Indiferente! Prender ou desprender? É mal? É bem? Quem disser que se pode amar alguém Durante a vida inteira é porque mente! Há uma primavera em cada vida: É preciso cantá-la assim florida, Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada Que seja a minha noite uma alvorada, Que me saiba perder ... pra me encontrar... Florbela Espanca
Escrito por erika_poeta às 13h52
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Gostaria de compartilhar com vocês a grandiosidade da obra de uma mulher que ousou transpor as barreiras do seu tempo através da magia e força que emana da poesia: FLORBELA ESPANCA.
ANSEIOS
À minha Júlia Meu doido coração aonde vais, No teu imenso anseio de liberdade? Toma cautela com a realidade; Meu pobre coração olha cais! Deixa-te estar quietinho! Não amais A doce quietação da soledade? Tuas lindas quimeras irreais Não valem o prazer duma saudade! Tu chamas ao meu seio, negra prisão!… Ai, vê lá bem, ó doido coração, Não te deslumbre o brilho do luar! Não ´stendas tuas asas para o longe… Deixa-te estar quietinho, triste monge, Na paz da tua cela, a soluçar!… FLORBELA ESPANCA (Flor d’Alma da Conceição Espanca.) 
Escrito por erika_poeta às 00h34
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POEMINHA ANÔNIMO
Quis voar por céus ainda intocados, mas na manhã passada, enquanto dormia, cortaram-me as asas. Quis então acalentar-me em manso ninho, curar as chagas gotejantes, mas um punhal em ferrugem varou-me o peito... Restavam-me as noites (não ousariam roubá-las de mim), os braços tenros da escuridão, o piscar de olhos de cada estrela... Restavam-me ainda lembranças luminosas de tantos vagalumes, vozes de fantasmas companheiros, cheiros...sons... Isso, jamais arrancarão de mim, desses frangalhos que ainda restaram... ERIKA JANE RIBEIRO - AO COPIAR MENCIONE A FONTE. PLÁGIO É CRIME!
Escrito por erika_poeta às 00h23
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14 DE MARÇO DIA NACIONAL DA POESIA.

O Laço de Fita Não sabes, criança? ´stou louco de amores...Prendi meus afectos, formosa Pepita.Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!Não rias, prendi-meNum laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,Nos negros cabelos da moça bonita,Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,Formoso enroscava-seO laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes da festa,Qual pássaro bravo, que os ares agita,Eu vi de repente cativo, submissoRolar prisioneiroNum laço de fita.
E agora enleada na ténue cadeiaDebalde minh'alma se embate, se irrita...O braço, que rompe cadeias de ferro,Não quebra teus elos,Ó laço de fita!
Meu Deus! As falenas têm asas de opala,Os astros se libram na plaga infinita.Os anjos repousam nas penas brilhantes...Mas tu... tens por asasUm laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,Na valsa que anseia, que estua e palpita.Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...Beijava-te apenas...Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornosN'alcova onde a vela ciosa... crepita,Talvez da cadeia libertes as trançasMas eu... fico presoNo laço de fita.
Pois bem!... Quando um dia na sombra do valeAbrirem-me a cova... formosa PepitalAo menos arranca meus louros da fronte,E dá-me por c'roa...Teu laço de fita.
Castro Alves nasceu em 14 de Março de 1847, na vila de Curralinho, Bahia.Em 1862 escreveu o poema "A Destruição de Jerusalém", em 1863 "Pesadelo", "Meu Segredo", já inspirado pela actriz Eugénia Câmara, "Cansaço", "Noite de Amor", "A Canção do Africano" e outros.
"A poesia", dizia, "é um sacerdócio — seu Deus, o belo — seu tributário, o Poeta." O Poeta derramando sempre uma lágrima sobre as dores do mundo. "É que", acrescentava, "para chorar as dores pequenas, Deus criou a afeiçãochorar a humanidade — a poesia."
Escrito por erika_poeta às 15h04
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Vamos prosear... Abrindo um espaço nesse cantinho poético trago-lhes o artigo de opinião MEDALHA DE PRATA da I Olimpíada da Língua Portuguesa, produzido por meu aluno JOSÉ ELLYS,(um exemplo a ser seguido!) para mostrar-lhes O PODER QUE A PALAVRA TEM! Transposiçao: razao ou emoçao?
Aluno: José Ellys Evangelista Silva de Andrade Estamos vivendo um processo de crescimento satisfatório para a economiaregional e nacional. Um desses processos envolve a única fonte de vida demilhões de nordestinos, especialmente os petrolinenses: o rio São Francisco.Uma beleza indecifrável pelos poetas e cantores que idolatram a perfeição,a cultura e a saga dessa maravilha natural manifestada nos cordéis e nasobras musicais. Transposição, uma palavra, motivo de muitos calafrios entre a população ribeirinha, que ecoa de forma diferente no ouvido daqueles que anseiam por uma nova expectativa de vida. Para alguns o fim; já para outros, a salvação. E é essa duplicidade de significados que confunde a cabeça de uma parcela da sociedade brasileira, que se divide entre discordar e concordar com essa obra. A realidade é a seguinte: a transposição é necessária, porém inadequada devido à falta de cuidados dos próprios ribeirinhos; talvez se o rio não se encontrasse tão degradado, esse problema já estaria resolvido sem revoltas, greves de fome e falta de consciência por ambas as partes, tanto dos contra quanto dos favoráveis a essa obra polêmica que enfoca uma disputa entre a razão – defendida pelas famílias que buscam melhorias ao adquirir água potável – e a emoção de quem busca a proteção contra qualquer tipo de obra que não seja de revitalização. Meses atrás foi possível acompanhar pela imprensa a luta do bispo Dom Luís Cappio, que enfrentou dias de greve de fome, recebendo o apoio dos esquerdistas contrários à obra. Estes consideraram a greve como um grande ato heróico; para outros foi um tremendo exagero inútil, pois governo nenhum desconsideraria um investimento milionário por apenas um indivíduo revoltado que resolveu agir. Pode até ser estranho, querido leitor, mas eu, como um cidadão ribeirinho, sou a favor dessa obra. Defendo o lado da razão, isso porque já vi de perto o quanto é penosa a vida de quem anda quilômetros para ter em casa a água para fazer o café da família. Viajo pelo interior do meu município e tenho convicção do que digo: a transposição é um meio de melhorar vidas. Já no que se refere à destruição do rio, penso que deverão ser elaboradas metas de prevenção e revitalização, desbancando assim o comodismo das pessoas. O pensamento dos “antitransposição” é ter o rio, quando o necessário é mantê-lo vivo, pensar na ação de hoje e não na possível conseqüência de anos à frente. Por isso apóio a transposição desde que haja revitalização, pois o Nordeste vai melhorar com essa obra. Não é dúvida, é certeza.
Professora responsável: Erika Jane Ribeiro
Escrito por erika_poeta às 19h23
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UMBUZEIRO É VIDA Tem suas origens no agreste Caatinga e cariris A árvores que “dá de beber” Na língua tupi guarani. É o potente umbuzeiro De mil e uma aptidão Suas túberas armazenam água Por mais árido que seja o chão. Sua copa arredondada Tem muita sombra pra dar Ao vaqueiro, ao viajante A quem quiser repousar. Vocês precisam ver Na época da floração Por serem flores melíferas Chega até dar confusão. São várias espécies de abelhas, Enxames em mutirão. O fruto? Ah, esta drupa gostosa De incomparável sabor, Que satisfaz do menino Ao refinado doutor E através dela, nosso querido sertão Até à França chegou. FÁTIMA RIBEIRO (Minha mãe!) 
Escrito por erika_poeta às 13h42
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Caros visitantes, compartilho com vocês o que há de mais belo e completo nessa nossa existência rápida: A magia das palavras! Ninguém melhor que Manuel Bandeira para "dizer" a vida que há nas palavras. 
Belo Belo I MANUEL BANDEIRA
Belo belo belo, Tenho tudo quanto quero. Tenho o fogo de constelações extintas há milênios. E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes. A aurora apaga-se, E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora. O dia vem, e dia adentro Continuo a possuir o segredo grande da noite. Belo belo belo, Tenho tudo quanto quero. Não quero o êxtase nem os tormentos. Não quero o que a terra só dá com trabalho. As dádivas dos anjos são inaproveitáveis: Os anjos não compreendem os homens. Não quero amar, Não quero ser amado. Não quero combater, Não quero ser soldado.
— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.
Escrito por erika_poeta às 01h22
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“TRANSPORTAMOS MUDANÇAS” Mudo como mudam as flores, Tal qual silenciam os homens, Ou como quem gesticula atos. Mudo como mudam as luas, Como amordaçam as vozes, Semelhante a quem finge toques. Mudo! Troco posições, Reformo desejos; arranco-lhes uma gotinha Extra de insanidade. Mudo! Alugo sorrisos, Troco espera tola por amargos desenganos. E mudo! Silencio o pranto; Decepo a língua de uma saudadezinha qualquer. E calo! Enrijeço perpetuamente corações. Mudo? Será que também ensurdeço, ou permaneço aqui Por mais uma temporada?
ERIKA RIBEIRO - Pode copiar, mas MENCIONE A AUTORIA. 
Escrito por erika_poeta às 00h27
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 NORDESTE DE LUTA (Cordel – Fátima Ribeiro) Nordeste terra querida De pessoas de valor Berço de mulher guerreira E homem forte, lutador. O sistema em nosso país Muitas vezes é cruel, Pois ainda querem aplicar As leis de coronel. Desigualdade social Calúnia e difamação Foram alguns do motivo Que fez nascer Lampião. Lampião e Conselheiro Apenas queriam mudar Acabar com as injustiças, Uma sociedade igualitária formar, Mas governantes da época levaram Seus ideais a outro rumo tomar. Aos seguidores de Conselheiro E ao bando de Lampião Quero prestar homenagem pela determinação Saudar todos heróis que viveram aqui no Sertão. ( Cordel escrito por minha mãe, FÁTIMA RIBEIRO, grande figura!!) 
Escrito por erika_poeta às 00h12
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Música... alimento da alma,combustível da vida, travesseiro dos sonhos... No dicionário Aurélio :"Arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido." Na grande mídia, o que ouvimos com o pseudônimo de música, tá longe de ser agradável aos ouvidos como sabiamente definiu Aurélio Buarque de Holanda em seu dicionário.(Salvo exceções!) E em matéria de exceções, são muitas as MÚSICAS, mas infelizmente pouco ouvidas pelo grande público.Eis aqui uma das milhares que temos. Música! Isso é música sim senhor! E para você, o que é a música? FadasLuiz MelodiaComposição: Luiz Melodia Devo de ir, fadas Inseto voa em cego sem direção Eu bem te vi, nada Ou fada borboleta, ou fada canção
As ilusões fartas A fada com varinha virei condão Rabo de pipa, olho de vidro Pra suportar uma costela de Adão
Um toque de sonhar sozinho Te leva a qualquer direção De flauta, remo ou moinho De passo a passo passo...
http://www.youtube.com/watch?v=QKuXIjNNhHU&eurl=http://letras.terra.com.br/luiz-melodia/47112/
Escrito por erika_poeta às 22h50
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ÚLTIMOS EXEMPLARES DE NOITES E VAGALUMES. COMPRE JÁ O SEU!
EM BREVE NOVO LIVRO.
Escrito por erika_poeta às 23h52
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NOSSA UTOPIA
(Aos 100 anos da resistência de Canudos)
Cânticos que soam dos cantos de
Um lago sacrificador de vidas,
Ainda é o eco que repete os gemidos
E gritos de súplicas pelas terras de ninguém.
Nos confins das águas renasce a história viva
De um povo massacrado,
Ressurge com ela os ideais de luta
Pela própria vida que deles fora arrancada,
Luta pela liberdade.
Ainda é tempo de batalha sem canhões,
Fuzis ou carabinas,
Mas sim com a força do sertanejo e
A fé que emana dos olhos que brilham.
Dos cantos escuros
Onde perpetuaram a morte escondendo-a
Nos escombros e ribanceiras,
A vida é recriada pela própria natureza
Que teima em procriar o verde acinzentado dos cactos.
Das águas encantadas emerge segura e viva
A utopia da libertação, qual canto de pássaros;
É a voz de um povo que não pôde gritar
Pela paz, a igualdade,
A vida sem escravidão,
Mas que hoje é ouvida pelos cantos
Em forma de cânticos.
ERIKA JANE DO LIVRO NOITES E VAGALUMES - ADQUIRA O SEU- ÚLTIMOS EXEMPLARES.
Escrito por erika_poeta às 18h33
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 *Vejam como é o destino...Esse poema foi escrito em 2004, e agora não é que o Fantasminha sumiu mesmo? SUMIÇO DO FANTASMA
Faltou-me teu cheiro insuportável de fumaça, Teu riso estranho qual soluço de cachaça. Faltou-me tua voz a perturbar meu sono, Tuas perguntas descabidas, E tuas repostas mais desmandadas que cão sem dono. Faltou-me teu humor sarcástico, Seu poder de transformar o simples em complexamente fantástico. É... Faltou você! Faltou-me teu telefone a ouvir meus planos, E tua voz fingidamente séria retrucar-me , A alertar-me os danos... Na verdade, faltou-me toda tua insignificância De alma penada, Que apimenta meus dias e noites sem graça, Sem alma, sem nada. Erika Jane - Do livro NOITES E VAGALUMES- Compre já o seu.
Escrito por erika_poeta às 18h11
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